Sociedade

Hospital Central de Maputo atendeu mais de três mil vítimas de acidentes no primeiro semestre

PUBLICADO A 26 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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O Hospital Central de Maputo (HCM) registou 3.014 vítimas de acidentes de viação entre os meses de Janeiro e Junho deste ano, número que representa uma ligeira diminuição em comparação com o mesmo período do ano passado, no qual foram contabilizados 3.124 casos.

Os dados foram apresentados pelo porta-voz da maior unidade sanitária do país, Dino Lopes, durante um balanço à imprensa sobre o impacto da sinistralidade rodoviária na prestação de cuidados médicos. De acordo com o responsável, a média mensal fixou-se em 502 vítimas no primeiro semestre deste ano, contra 514 no período homólogo anterior. Observou-se igualmente uma redução no número de óbitos hospitalares, passando de 13 para 10 mortes.

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Segundo o porta-voz do HCM, grande parte dos pacientes que perderam a vida deu entrada na unidade de saúde em estado crítico, apresentando traumatismos cranioencefálicos, lesões torácicas e fracturas graves de ossos longos. Em várias situações, os acidentados chegaram em estado de choque hemorrágico, situação que inviabilizou o sucesso das manobras de reanimação e estabilização clínica.

A direcção da instituição clínica adverte que o volume constante de feridos mantém uma pressão considerável sobre os serviços especializados, designadamente nas áreas de neurocirurgia, ortopedia e traumatologia. O internamento prolongado e a intervenção cirúrgica são frequentes devido à gravidade das lesões cerebrais e fracturas nos membros superiores e inferiores, maioritariamente associadas a sinistros com motociclos.

Além da assistência à capital, o HCM continua a receber doentes transferidos das províncias de Maputo e Gaza com quadros clínicos complexos. A instituição manifestou preocupação em relação ao envolvimento crescente de condutores de motorizadas com idades compreendidas entre os 16 e 40 anos, defendendo uma actuação multissectorial nas acções de fiscalização e licenciamento.

Para aprimorar a recolha de dados e apoiar políticas públicas de saúde pública, a maior unidade hospitalar do país passará a diferenciar, a partir do segundo semestre, os sinistros que envolvem operadores de moto-táxi daqueles registados com motociclistas particulares.

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