Lucro do BCI recua para 3,3 mil milhões de meticais no primeiro semestre
O resultado líquido do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) registou uma redução no primeiro semestre do ano, fixando-se em 3,3 mil milhões de meticais, em comparação com os cerca de 3,7 mil milhões de meticais alcançados em igual período do ano anterior. A diminuição dos lucros é justificada, essencialmente, pelo reforço das reservas destinadas a cobrir o risco de crédito malparado.
Segundo as demonstrações financeiras da instituição, o banco comercial alocou 1,3 mil milhões de meticais para imparidades entre Janeiro e Junho, valor superior aos 988 milhões de meticais provisionados no mesmo período do ano passado, de modo a salvaguardar eventuais incumprimentos no pagamento de empréstimos por parte dos clientes.
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Apesar do aumento das provisões, o relatório financeiro destaca o encaixe de 212,2 milhões de meticais resultantes da recuperação de créditos concedidos em anos anteriores, mediante acordos celebrados com os devedores. Por outro lado, a margem financeira do BCI sofreu um recuo, passando de 8,9 mil milhões para 8,5 mil milhões de meticais. No capítulo do pessoal, verificou-se uma redução nos custos com remunerações mensais, que totalizaram 74,8 milhões de meticais, contra 92,4 milhões registados no período homólogo.
Apesar da desaceleração nos lucros, o rácio de solvabilidade do BCI situou-se em 31,40%, mantendo-se confortavelmente acima do mínimo de 15% exigido pelo Banco de Moçambique, o que confirma a estabilidade financeira da entidade. A instituição, detida maioritariamente pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos, continua a ser classificada pelo regulador como a principal instituição bancária de importância sistémica no país.
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