Saúde e Polícia Lideram Casos de Corrupção e Abuso de Poder em Moçambique
Os sectores da Saúde e da Polícia da República de Moçambique continuam a figurar entre as instituições mais vulneráveis a práticas de corrupção, desvio de verbas e abuso de funções. Esquemas de cobranças ilícitas e condicionamento de serviços essenciais têm gerado preocupação quanto à integridade das forças públicas e das unidades sanitárias do país, segundo levantamentos divulgados pela imprensa local.
Um dos episódios reportados ocorreu no Hospital Rural de Vilankulo, onde funcionários condicionaram a realização de uma intervenção cirúrgica urgente a uma vítima de acidente de viação ao pagamento prévio de suborno. A demora na prestação dos cuidados médicos culminou na morte da paciente. Diante dos factos, a justiça condenou dois arguidos à pena efectiva de sete anos de prisão por corrupção passiva, enquanto outros dois cumprirão dois anos por homicídio involuntário. Os quatro envolvidos enfrentam ainda a pena acessória de expulsão do Aparelho do Estado.
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No sector da segurança pública, elementos afectos ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e à PRM foram igualmente implicados em actos ilícitos. Na capital do país, três agentes afectos à 6ª Esquadra da PRM e ao SERNIC foram detidos em flagrante delito ao exigirem 120 mil meticais a um cidadão para abafar um processo investigativo.
Noutro caso registado na Cidade de Maputo, quatro agentes da 2ª Esquadra da PRM foram indiciados por prisão ilegal, abuso de cargo e extorsão de 400 euros a um cidadão de nacionalidade georgiana. Paralelamente, em Manica, investigadores do SERNIC foram detidos sob acusação de solicitarem valores monetários a uma arguida com o intuito de bloquear a execução de um mandado de captura pendente.
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