Biofund defende estudos de prospecção de hidrocarbonetos na costa de Inhambane
A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) manifestou-se favorável à realização de estudos de prospecção de hidrocarbonetos ao longo da costa da província de Inhambane. Segundo a organização, a preservação ambiental deve gerar benefícios concretos para as comunidades locais e não constituir um entrave ao progresso económico.
A posição surge após contestação, registada há quatro meses por activistas e comunidades locais de Inhambane, relativamente ao impacto potencial destas pesquisas de recursos na área do Arquipélago de Bazaruto. O gestor do Programa de Conservação da Biodiversidade da Biofund, Samir Magane, defendeu que o desenvolvimento e a sustentabilidade devem caminhar em conjunto através da elaboração de avaliações de impacto rigorosas para fundamentar decisões estratégicas.
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O posicionamento foi partilhado durante a apresentação dos resultados do programa de conservação da biodiversidade, iniciativa que incluiu acções de destaque como a realização do censo de elefantes e o reforço da capacidade de gestão em diversas áreas protegidas do país.
Financiado pela Suécia, o programa teve a sua duração reduzida de cinco para três anos, devido à reestruturação da cooperação bilateral do país nórdico com Moçambique. Héric Manuel, representante da Embaixada da Suécia, explicou que a presença diplomática e certos apoios estratégicos vão prosseguir, com foco na assistência humanitária às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, no sector energético e na pesquisa académica com a Universidade Eduardo Mondlane.
Paralelamente, a Biofund prepara o encerramento de outro projecto na Cidade da Beira, o Programa de Liderança para a Conservação de Moçambique, que viabilizou mais de 350 estágios profissionais dedicados à protecção do património natural.
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