Sexta-feira, 31 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
Repórter Nacional
Directo

Vítimas de Xenofobia Usam Vias Informais Para Regressar a Moçambique

Imagem: DR | Denúncias via WhatsApp: 821701000 / 871701000
Sociedade
Tamanho do Texto:

O número de cidadãos nacionais repatriados após sofrerem violência devido à xenofobia na África do Sul subiu para 1.584. Contudo, dados oficiais indicam que muitos moçambicanos preferem regressar através de pontos de travessia informais.

Publicidade

As autoridades moçambicanas acompanham a situação com preocupação. Além disso, a violência sistemática continua a empurrar centenas de pessoas de volta ao país.

Conteúdo Relacionado:

Imparabilidade dos Protestos Semanais

Marchas semanais violentas contra imigrantes continuam no país vizinho. Estas acções ocorrem sobretudo às quintas-feiras e geram rusgas frequentes em residências de estrangeiros.

A polícia sul-africana recolhe os cidadãos afectados durante as operações. Em seguida, as autoridades encaminham essas pessoas para as missões diplomáticas em Pretória e Joanesburgo.

O Instituto Nacional Para as Comunidades Moçambicanas no Exterior confirmou que as expulsões continuam. Todavia, a instituição nota uma ligeira redução no fluxo de deslocados face aos momentos iniciais da crise.

Fugas ao Processo de Repatriamento

Nem todas as vítimas de xenofobia aceitam voltar através dos canais governamentais. Por essa razão, diversos cidadãos abandonam os centros de acolhimento temporários.

Num caso recente, as autoridades acolheram 62 moçambicanos no consulado de Joanesburgo. Contudo, 13 pessoas fugiram antes do transporte para Pretória.

Do grupo restante de 49 cidadãos, apenas 12 concluíram o repatriamento de moçambicanos até ao território nacional. Os restantes optaram por permanecer ilegalmente na África do Sul para tentar recuperar os seus bens.

Utilização de Rotas Informais nas Fronteiras

A contagem oficial do Governo regista 1.584 repatriados entre Maio e Julho deste ano. No entanto, os números reais nas províncias de Gaza, Inhambane e Manica são substancialmente maiores.

Transportadores privados na província de Gaza reportaram a entrada de mais de 30 mil cidadãos. Esta enorme diferença ocorre devido ao receio das penalizações na fronteira oficial.

O registo de impressões digitais no posto de Ressano Garcia pode banir os cidadãos de reentrar na África do Sul por cinco anos. Consequentemente, muitos moçambicanos escolhem cruzar por atalhos não oficiais nas províncias de Gaza e Sofala.

As autoridades governamentais prometem manter a monitoria do fenómeno no país vizinho. Ainda assim, o Governo defende que a normalização só acontecerá quando as marchas contra imigrantes pararem em definitivo.

Tópicos:

Deixe a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar Citação: