Todos os sete candidatos à sucessão de António Guterres na liderança da Organização das Nações Unidas (ONU) receberam votos contrários de pelo menos um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, travando a escolha inicial do novo líder mundial.
A votação decorreu sob a forma de uma consulta informal e anónima, na qual Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia utilizaram boletins coloridos para assinalar a sua oposição com poder de veto. O resultado sem consenso abre formalmente caminho para a apresentação de novas candidaturas internacionais.
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A disputa conta com quatro mulheres e três homens que pretendem substituir António Guterres, de 77 anos, cujo segundo mandato de cinco anos termina no próximo dia 31 de Dezembro. Entre os concorrentes, a costa-riquenha Rebeca Grynspan registou o maior número de votos de apoio, mas acumulou também cinco votos contrários, dois dos quais provenientes de membros permanentes.
De acordo com informações da imprensa internacional, o governo norte-americano manifestou oposição aos sete candidatos que se apresentaram a sufrágio.
Para obter a recomendação do Conselho de Segurança, qualquer candidato necessita de alcançar pelo menos nove votos favoráveis entre os 15 integrantes do órgão e não sofrer nenhum veto dos cinco membros permanentes. O impasse surge num período de elevada complexidade diplomática, caracterizado por conflitos armados regionais, restrições financeiras e divisões internas na diplomacia global.
