O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, formalizou a desistência da corrida ao cargo de secretário-geral da ONU, um dia após uma votação informal no Conselho de Segurança ter revelado forte resistência ao seu nome.
Numa declaração tornada pública, Sall sublinhou que a decisão visa abrir espaço e contribuir para o surgimento de uma candidatura de consenso no organismo internacional.
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Na votação informal realizada na última sexta-feira, todos os sete aspirantes ao cargo registaram pelo menos um voto desfavorável. De acordo com o regulamento do processo de selecção, os candidatos necessitam de angariar o apoio de, no mínimo, nove dos 15 membros do Conselho de Segurança, sem qualquer veto dos cinco membros permanentes (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).
Na primeira auscultação informal, promovida em Julho, Macky Sall obteve seis votos favoráveis, sete desfavoráveis e duas abstenções. A sua candidatura tinha sido inicialmente submetida pelo Burundi, após uma recusa inicial do Senegal. Contudo, em Julho, o actual chefe de Estado senegalês, Bassirou Diomaye Faye, acabou por declarar apoio formal a Sall após um encontro entre ambos.
Com a retirada de Macky Sall, Olara Otunnu, do Uganda, assume-se como o único candidato africano em prova. No entanto, em conformidade com a tradição de rotação regional nas Nações Unidas, a expectativa geral é que o próximo líder seja oriundo da América Latina, bloco de onde provém a maioria dos concorrentes.
Neste momento, a costarriquenha Rebecca Grynspan encabeça a votação com sete votos favoráveis, mas contabiliza igualmente cinco votos desfavoráveis, incluindo dois emitidos por membros permanentes com direito a veto. O processo prosseguirá com novas rondas de consultas informais não vinculativas antes da votação final.
