Domingo, 16 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
Repórter Nacional
Directo

Adriano Nuvunga Exige Auditoria Antes da Venda da Tmcel

Tamanho do Texto:

Exigência de Transparência na Venda

O ativista Adriano Nuvunga enviou uma carta pública à Primeira-Ministra para travar a alienação parcial da empresa pública Tmcel. O defensor dos direitos humanos exige o esclarecimento total sobre a crise financeira da operadora antes da venda.

Segundo a exposição apresentada, o Executivo deve dar explicações cabais à sociedade moçambicana. Nuvunga defende que a população precisa de compreender como o Estado levou duas empresas estratégicas à ruína.

Conteúdo Relacionado:

O Impacto Negativo da Fusão

A criação da atual empresa resultou da união entre a TDM e a mCel, concretizada em 2018. No entanto, a promessa de formar uma operadora mais forte no setor das telecomunicações falhou por completo.

Além disso, a integração de ativos provocou um cenário inverso ao esperado. O ativista aponta que a operação gerou uma grave degradação financeira e operacional ao longo dos anos.

Prejuízos Acumulados de Milhões

Os dados orçamentais mais recentes revelam a gravidade da situação económica da empresa. Apenas no exercício de 2024, a operadora somou prejuízos de 4,44 mil milhões de meticais.

Consequentemente, a empresa apresenta capitais próprios negativos avaliados em cerca de 14,5 mil milhões de meticais. Nuvunga sublinha que este rombo financeiro não surgiu por acaso.

Por essa razão, o ativista formulou perguntas diretas ao Governo sobre o volume de fundos públicos injetados no setor. Ele exige saber quem tomou as decisões que provocaram a insolvência da empresa.

Exigência de Auditoria Financeira

O ativista defende a realização imediata de uma auditoria independente às contas da TDM, da mCel e da Tmcel. Os resultados deste apuramento devem chegar rapidamente ao conhecimento do público.

Portanto, o documento pede que os indícios de ilícitos administrativos ou criminais sigam para as autoridades judiciais. O processo de alienação não pode encobrir os responsáveis pelo colapso.

Em suma, a empresa pertence ao povo moçambicano e exige responsabilização clara. O ativista alerta que o Governo não deve privatizar os ativos e socializar os prejuízos.

Tópicos:

Deixe a sua opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Partilhar Citação: