Donald Trump admite saída da Casa Branca em 2029 mas mantém discurso ambíguo sobre 2028
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a admitir de forma mais explícita a possibilidade de deixar a Casa Branca em Janeiro de 2029, embora continue a alimentar publicamente a hipótese de permanecer no poder através de uma eventual candidatura em 2028.
Em intervenções públicas recentes, Trump passou a descrever cenários sobre a sua vida após o fim da Presidência, sugerindo que poderá estar em casa a acompanhar pela televisão a tomada de posse do seu sucessor e a ouvir o novo chefe de Estado atribuir a si próprio os resultados alcançados pela actual administração.
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Durante um evento em Long Island, Nova Iorque, o governante norte-americano referiu que o próximo governante irá elogiar o trabalho realizado durante o actual mandato. A mesma ideia foi reiterada num comício na Pensilvânia e durante uma deslocação à Geórgia, onde abordou o período posterior ao exercício do cargo.
Apesar destas declarações, o governante tem transmitido sinais contraditórios relativamente às suas intenções para 2028, tendo chegado a sugerir em várias ocasiões a possibilidade de tentar ultrapassar os limites impostos pela lei fundamental do país.
A 22.ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos determina que nenhuma pessoa pode ser eleita para o cargo de Presidente mais de duas vezes. A norma vigora desde 1951, tendo sido aprovada após o mandato de Franklin D. Roosevelt, o único líder norte-americano a ser eleito para mais de dois mandatos.
Por seu turno, a assessoria da presidência desvalorizou a ideia de que o chefe de Estado esteja já focado no término do seu mandato, sublinhando que a prioridade da administração permanece focada no cumprimento da agenda governativa estabelecida para o país.
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