Educação admite atraso no pagamento de ajudas de custo a professores em Gaza
A Direcção Provincial da Educação em Gaza justificou o atraso no pagamento de ajudas de custo a centenas de professores e formadores com a existência de inconsistências nos dados bancários e de identificação fornecidos pelos beneficiários.
Em causa estão mais de 600 docentes provenientes de Gaza, Maputo e Cidade de Maputo, que participaram há cerca de dois meses numa capacitação sobre a introdução da disciplina de Educação Moral, Cívica e Patriótica. Os participantes alegam que o valor global em dívida ultrapassa os 2,5 milhões de meticais, relatando o recurso a dívidas pessoais para suportar os custos de deslocação e permanência durante a formação.
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O chefe do Departamento de Educação Geral na província de Gaza, Licínio Albino, confirmou a pendência financeira relativa a 645 participantes validados pela instituição. O responsável explicou que gralhas na digitação de números de contas e de identificação inviabilizaram o processamento bancário. Segundo a mesma fonte, o expediente foi submetido a correcção e reencaminhado às entidades competentes, prevendo-se a regularização a qualquer momento.
Paralelamente, regista-se uma divergência quanto aos montantes a pagar. Enquanto o sector da Educação fixa o subsídio em 1.800 meticais diários por participante, os professores sustentam que o valor acordado foi de 6.000 meticais por dia. Perante a falta de consenso e a ausência de uma data precisa para a liquidação da dívida, os docentes exigem um encontro com a tutela do Ministério da Educação e Cultura para o esclarecimento das diferenças tarifárias.
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