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Tribunal de Nampula condena líder da ANAMOLA a 12 anos de prisão

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Política
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Decisão judicial no distrito de Mogovolas

O Tribunal Judicial da Província de Nampula condenou o cidadão Damião Caetano Maliva a uma pena de 12 anos de prisão maior. O réu exercia a função de coordenador partidário no Posto Administrativo de Calipo.

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A sentença responsabiliza o cidadão pelos crimes de destruição e incêndio de bens alheios no distrito de Mogovolas. Consequentemente, o juiz da causa determinou a aplicação da pena durante a sessão de julgamento realizada na última sexta-feira.

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Contestações da liderança política

Por outro lado, a liderança provincial da formação política contestou categoricamente o veredito. O representante do partido ANAMOLA, Castro Niquina, classificou toda a acusação como infundada.

Além disso, o dirigente explicou que a detenção de Maliva ocorreu em 2025. A prisão sucedeu cerca de duas semanas após episódios de violência nas minas de Marraca, situadas no Posto Administrativo de Iulute.

Naquela ocasião, a intervenção das forças policiais resultou na morte de vários garimpeiros. Em simultâneo, as autoridades associaram a actuação do grupo Napharamas aos distúrbios ocorridos na região.

Alegações sobre perseguição política

O processo judicial imputa ao réu a liderança na destruição e incêndio de aproximadamente 250 barracas numa feira local. Contudo, a direcção partidária assegura que nunca registou qualquer incidente dessa natureza em Calipo.

Entretanto, outros membros da agremiação enfrentaram detenções preventivas no âmbito das mesmas investigações. As autoridades detiveram inicialmente o responsável distrital, conhecido por Adelino, mas restituíram-lhe a liberdade mais tarde.

Portanto, a organização política reitera que os seus quadros enfrentam processos sem sustentação legal. Até ao momento, o tribunal de Nampula não prestou esclarecimentos adicionais sobre os argumentos da defesa.

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