Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Avançam ensaios de novos tratamentos e vacinas contra o vírus ébola na RDC

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Saúde
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Avanços no combate à epidemia na RDC

Os testes para avaliar a eficácia de medicamentos e vacinas contra a rara estirpe bundibugyo do vírus ébola continuam a registar avanços no terreno. A informação foi confirmada recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Atualmente, esta epidemia afeta gravemente a República Democrática do Congo (RDC). Além disso, a variante em circulação não possui ainda tratamentos nem imunizantes formalmente aprovados para uso geral.

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Aceleração dos ensaios clínicos

O diretor interino do Programa Blueprint de Investigação e Desenvolvimento da OMS, Vasee Moorthy, destacou o ritmo acelerado dos trabalhos em Genebra. Consequentemente, a preparação prévia dos protocolos de pesquisa permitiu lançar os testes de forma rápida.

De acordo com o responsável, os dados obtidos antes dos testes em humanos mostram sinais muito promissores. Contudo, apenas as avaliações no terreno poderão confirmar a eficácia real destas opções terapêuticas.

Impacto e monitoria no terreno

A situação epidemiológica no território congolês permanece extremamente complexa. Até ao início de Agosto, o surto provocou 1657 óbitos e acumulou 3748 casos confirmados. A doença já atinge 49 zonas de saúde espalhadas por cinco províncias distintas.

Por conseguinte, as equipas sanitárias mantêm em vigilância cerca de 17 mil contactos directos. Destas pessoas, aproximadamente 80% recebem acompanhamento médico diário.

Novas terapias e vacinas em estudo

No entanto, as intervenções de saúde pública ganham novo fôlego com os ensaios em curso. A OMS apoia atualmente uma investigação em três centros de tratamento localizados na província de Ituri. Mais de 50 pacientes participam ativamente nesta fase de avaliação das terapias experimentais.

Paralelamente, os investigadores testam o antiviral oral Obeldesivir para aferir a sua capacidade de prevenir o contágio em grupos de alto risco. Da mesma forma, as pesquisas no campo das vacinas ganharam forte impulso nas últimas semanas.

Uma das vacinas candidatas, desenvolvida em parceria pela Universidade de Oxford e pelo Serum Institute of India, já iniciou a fase de ensaios em humanos no Reino Unido. Por outro lado, a empresa Moderna planeia arrancar em breve com os seus próprios testes clínicos no Canadá.

Ademais, especialistas avaliam se a vacina da Merck, concebida para a estirpe zaire, consegue gerar proteção cruzada contra a variante bundibugyo. Um comité consultivo especializado já analisou os dados existentes e deverá publicar as suas recomendações oficiais em breve.

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