Economia

Sector privado defende cabotagem marítima para reduzir custos logísticos em Moçambique

PUBLICADO A 08 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
♥ 0
PARTILHAR ESTE ARTIGO? Facebook Twitter Pinterest

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a necessidade de uma mudança profunda na matriz de transporte de mercadorias do país, propondo a aposta na cabotagem marítima como alternativa estratégica para reduzir os elevados custos logísticos e aproximar economicamente as regiões norte, centro e sul.

A posição foi apresentada pelo presidente do Pelouro de Infra-estruturas da CTA, António Souza, durante o seminário “Do Asfalto ao Mar: Cabotagem, Competitividade e Transformação da Logística Nacional”, organizado pelo Instituto Nacional de Transportes Marítimos (ITRANSMAR) à margem da 61.ª edição da FACIM.

Conteúdo Relacionado:

Segundo a imprensa local, o encontro colocou em debate o potencial do transporte marítimo de cabotagem para diversificar as opções de movimentação de carga em Moçambique, num cenário onde o transporte rodoviário de longa distância ainda detém um peso predominante na ligação entre as diferentes províncias.

Durante os debates, os participantes destacaram que o desenvolvimento de uma rede regular de cabotagem marítima vai reduzir a pressão sobre a infra-estrutura rodoviária e diminuir os encargos associados ao transporte de mercadorias por longas distâncias.

Para o sector privado, o objectivo primordial deve focar-se na edificação de um sistema de transporte marítimo de mercadorias previsível, eficiente e economicamente viável, capaz de responder às exigências do mercado e elevar a competitividade da economia nacional.

Entre as acções prioritárias apontadas para viabilizar o modelo estão a implementação de um quadro regulatório transparente e estável, o aumento da eficiência portuária com a redução dos tempos de espera, a definição de tarifas competitivas e a desburocratização dos processos de licenciamento, atracação e manuseamento de carga nos portos do país.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *