Apresentadora egípcia Sarah Khalifa vai recorrer da condenação à pena de morte
A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa deverá assinar, na próxima terça-feira, os documentos necessários para interpor recurso da sentença de pena de morte que lhe foi aplicada no Egito. A informação foi confirmada pelo seu advogado, Mohamed El-Gendy.
Khalifa foi condenada na semana passada, juntamente com outras 11 pessoas, num processo relacionado com o fabrico e tráfico de drogas sintéticas. A antiga apresentadora do programa policial “Missão Impossível” tem negado de forma reiterada qualquer envolvimento com substâncias ilícitas, sustentando durante as audiências que nunca consumiu tabaco.
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A legislação egípcia estabelece a pena capital para infracções consideradas graves ligadas a narcóticos, designadamente a importação não autorizada, o fabrico com finalidade de tráfico e a liderança ou participação em organizações criminosas. No processo, o Ministério Público acusou a rede de introduzir no país matérias-primas para a produção do canabinoide sintético MDMB-4en-PINACA, classificado por peritos como uma substância altamente perigosa e potencialmente fatal.
A defesa contestou a enquadração jurídica do produto por não constar explicitamente na lista oficial de substâncias proibidas, mas o tribunal aceitou a avaliação da comissão técnica que equiparou os seus efeitos químicos aos de narcóticos já catalogados. O irmão da apresentadora, Mohamed, e outros elementos do grupo também foram condenados à pena máxima.
A reforma do sistema judiciário egípcio implementada em 2024 abre agora a possibilidade de apresentar um recurso judicial perante o Tribunal de Recurso de Crimes Graves. A instância reavaliará as provas e o papel individual de cada arguido, podendo confirmar, alterar a sentença ou anular a decisão antes de o processo prosseguir para o Tribunal de Cassação e, eventualmente, para análise da Presidência da República.
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