Ruanda proíbe vestuário considerado revelador e prevê penas de prisão
O Governo do Ruanda aprovou recentemente uma nova regulamentação que proíbe a utilização de vestuário considerado excessivamente curto ou revelador em espaços públicos. A violação desta norma poderá resultar em penas de prisão, numa medida que está a gerar acesos debates sobre a liberdade individual no país.
A decisão integra-se numa campanha das autoridades focada no combate a comportamentos rotulados como indecentes e no controlo do consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A controvérsia intensificou-se após relatos de várias mulheres impedidas de assistir a um evento cultural na capital ruandesa devido aos trajes que usavam.
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Em reacção ao debate público, a ministra de Estado da Juventude e das Artes, Sandrine Umutoni, apelou a uma reflexão mais profunda sobre o impacto da moda, das redes sociais e do entretenimento na percepção da exposição corporal e da feminilidade.
Por seu turno, a polícia nacional anunciou o reforço da fiscalização em recintos de entretenimento e em plataformas digitais. Paralelamente, o Presidente Paul Kagame intensificou os alertas contra o consumo abusivo de álcool, classificando a prática como uma ameaça grave para a juventude.
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