Um professor do ensino primário encontra-se detido na cidade da Beira, na província de Sofala, indiciado pelo crime de abuso sexual continuado contra a sua própria filha, actualmente com 16 anos de idade.
A denúncia que levou à neutralização do suspeito partiu de um grupo de activistas de defesa dos direitos da criança, após receberem uma denúncia anónima. O grupo efectuou o acompanhamento preliminar e encaminhou o caso às autoridades policiais.
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De acordo com os dados do processo, os abusos teriam iniciado quando a vítima tinha apenas 12 anos. Em depoimento prestado num ambiente reservado e com apoio psicossocial, a menor relatou que era constantemente ameaçada para não revelar o que sofria. Adicionalmente, a adolescente revelou ter sido forçada a submeter-se a três interrupções de gravidez durante o período em que os abusos ocorriam.
A PRM em Sofala confirmou a detenção do cidadão e informou que os respectivos autos já foram lavrados. O porta-voz da corporação explicou que o processo está a seguir os trâmites legais para ser remetido ao Ministério Público.
Neste momento, a vítima encontra-se num local seguro, sob assistência de uma equipa multidisciplinar de apoio social e psicológico. Importa referir que o indiciado goza da presunção de inocência até que haja uma decisão judicial transitada em julgado.
