Criada nova plataforma online para impulsionar o cinema no espaço PALOP+TL
A Rede de Cinema e Audiovisual PALOP+TL lançou recentemente, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, a sua nova plataforma online. A iniciativa é considerada um marco para Moçambique e para os países lusófonos abrangidos, prometendo reforçar o sector audiovisual e apoiar a elaboração de políticas públicas baseadas em dados concretos.
A Secretária de Estado das Artes e Cultura, Matilde Muocha, destacou durante o evento a relevância do mapeamento de profissionais e empresas da área. Segundo a governante, a recolha sistemática de informação permitirá ao Governo compreender a realidade do sector e desenhar estratégias adequadas de desenvolvimento para o cinema moçambicano.
Conteúdo Relacionado:
Matilde Muocha anunciou ainda medidas governamentais para dinamizar as indústrias culturais e criativas. Entre as acções previstas, destacam-se a reestruturação do Fundo de Apoio à Actividade Cultural (FUNDAC) e a revisão do imposto de consumo específico sobre bebidas alcoólicas e tabaco, de modo a canalizar receitas para o sector cultural. Adicionalmente, o Governo está a trabalhar em coordenação com a área da Economia e Turismo para a criação de zonas francas de produção cinematográfica, com incentivos fiscais e menor burocracia.
De acordo com a coordenadora do projecto, Diana Manhiça, a ferramenta contempla também a criação de uma Agência de Curtas-Metragens, orientada para a distribuição internacional de obras em festivais, emissoras de televisão e instituições de ensino, gerando receitas por meio de direitos de exibição. Prevê-se também a elaboração de um estudo sobre a implementação de Film Commissions nos países da rede, estando em preparação uma proposta para a província de Inhambane.
Para os intervenientes do sector, o instrumento vai responder a um dos principais desafios do audiovisual na região: a fraca circulação de filmes locais. Em Moçambique, a plataforma já contabiliza mais de 400 profissionais e empresas registados, prevendo-se atingir cerca de 700 registos nos próximos meses. O projecto conta com o financiamento do Camões, I.P., através do programa PROCERIS, e apoio do programa Cultiv’Arte, financiado pela União Europeia.
Deixe um comentário