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Exploração de Petróleo Cria Cenários Opostos entre Namíbia e África do Sul

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Economia
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A rica reserva petrolífera da Bacia de Orange apresenta resultados divergentes entre a Namíbia e a África do Sul. A Namíbia avança com investimentos bilionários em ritmo acelerado. Por outro lado, a África do Sul enfrenta entraves legais que travam a exploração de petróleo na sua costa marinha.

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A Namíbia pretende iniciar a extracção do crude até ao ano 2030. O projecto Venus da multinacional TotalEnergies prevê produzir cerca de 150 mil barris por dia. Além disso, a empresa Shell confirmou novas descobertas promissoras em licenças na região sul namibiana.

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Processos judiciais atrasam projectos sul-africanos

A situação do lado sul-africano mostra um cenário bastante diferente. Comunidades piscatórias e grupos ambientalistas moveram múltiplos processos judiciais contra os projectos offshore. Consequentemente, a entidade reguladora local prevê o adiamento de cerca de dez poços até 2030.

As exigências ambientais na África do Sul prolongam a emissão de licenças. O processo de autorização pode demorar até cinco anos no país. Em contraste, outros países africanos concluem o mesmo procedimento entre três a nove meses.

Líderes de empresas energéticas manifestaram preocupação com a complexidade burocrática. Eles afirmam que o recurso constante aos tribunais afasta os investidores internacionais. Portanto, a instabilidade jurídica reduz a atractividade dos projectos na região.

Decisão do Tribunal Constitucional no horizonte

O Tribunal Constitucional sul-africano prepara uma decisão crucial sobre levantamentos sísmicos na região costeira. O julgamento vai definir se os interesses comerciais podem sobrepor-se aos direitos das comunidades locais. Este veredito criará um precedente histórico no direito ambiental do país.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia da África do Sul defende o sector dos hidrocarbonetos. O governante sugere a criação de tribunais especializados para decidir litígios energéticos. Entretanto, os pescadores locais temem a destruição do oceano e dos seus meios de subsistência.

Algumas operações de pesquisa na costa oeste sul-africana demonstraram potencial comercial limitado. A descoberta do campo de gás de Ibhubesi comprova a existência de recursos na zona. No entanto, explorações mais recentes não revelaram volumes viáveis no sector dos combustíveis fósseis.

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