Quarta-feira, Abril 15, 2026
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Crise Energética Mundial: Preço do Petróleo Dispara e Gás Natural Sobe 8% com Bloqueio no Médio Oriente

Caos no Estreito de Ormuz: Bloqueio Marítimo Sacode Mercados de Energia

Os mercados globais de energia acordaram em choque esta quinta-feira, 5 de Março. O preço do petróleo bruto e do gás natural registou subidas acentuadas devido ao agravamento do conflito no Médio Oriente, que paralisou uma das rotas comerciais mais importantes do mundo: o Estreito de Ormuz. O Brent, referência para o mercado europeu e africano, subiu 3%, fixando-se nos 83,84 dólares, enquanto o gás natural no hub de Amesterdão disparou mais de 8%.

A crise logística é visível através de dados de satélite da plataforma MarineTraffic, que mostram pelo menos 200 navios — incluindo petroleiros e cargueiros de GNL — ancorados ao largo da costa dos produtores do Golfo, incapazes de atravessar o estreito. Cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo e gás passa por esta via, agora sob ameaça directa devido às hostilidades militares.

Qatar Declara “Força Maior” e Iraque Corta Produção

O impacto no sector do gás é particularmente severo. O Qatar, o maior produtor de gás natural liquefeito (GNL) da região, declarou “força maior” nas suas exportações na quarta-feira. Fontes do sector indicam que a normalização do fornecimento poderá demorar, pelo menos, um mês, o que pressiona os preços da electricidade e da indústria a nível global.

Simultaneamente, o Iraque foi forçado a reduzir a sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia. A falta de rotas seguras para exportação e o esgotamento da capacidade de armazenamento local obrigaram o país, um dos pilares da OPEP, a fechar as torneiras, agravando a escassez de oferta no mercado internacional.

China Suspende Exportações de Combustível

A reacção das grandes potências não se fez esperar. Na China, a autoridade de planeamento económico ordenou às principais refinarias a suspensão temporária das exportações de gasolina e gasóleo. Pequim pretende garantir as suas reservas estratégicas internas perante a incerteza total sobre a chegada de novos carregamentos de crude provenientes do Médio Oriente.

Para Moçambique, país importador de produtos petrolíferos refinados, esta escalada nos preços internacionais e a retenção de stocks por parte de grandes exportadores como a China poderá representar uma pressão adicional sobre os preços nos postos de abastecimento e na logística nacional nas próximas semanas.

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