Terça-feira, 04 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Papa pede esclarecimentos a Daniel Chapo sobre morte de Dom Osório Citora

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Pedido do Vaticano ao Governo Moçambicano

O Papa Leão XIV remeteu uma missiva oficial ao Presidente da República, Daniel Chapo. Na carta, o Sumo Pontífice manifestou grande preocupação. O motivo é a escassez de dados oficiais sobre o homicídio do arcebispo de Quelimane, Dom Osório Citora.

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Passaram quase dois meses desde o assassinato do líder religioso. No entanto, os órgãos de investigação ainda não esclareceram as motivações nem identificaram os autores do crime. Consequentemente, a Igreja Católica exige transparência às autoridades competentes.

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O arcebispo da Arquidiocese de Maputo, Dom João Carlos Nunes, confirmou a existência da mensagem do Papa. Segundo o prelado, a carta foi entregue ao Chefe de Estado durante a recente visita do cardeal Pietro Parolin ao país.

Falta de informação oficial preocupa eclesiásticos

Além de apresentar condolências à nação, o Papa reafirmou o desejo da Igreja em acompanhar o trabalho das autoridades. Atualmente, os bispos obtêm atualizações sobre o caso apenas através da imprensa.

Por essa razão, a liderança eclesiástica solicitou o apoio direto do Governo. A instituição considera fundamental ter acesso a relatórios oficiais, pois é parte diretamente interessada na busca pela verdade.

Medidas da Conferência Episcopal de Moçambique

Diante da falta de respostas céleres, a Conferência Episcopal de Moçambique tomou decisões imediatas. A organização designou dois bispos para apoiarem o atual administrador apostólico da Diocese de Quelimane.

Esta equipa vai reforçar a gestão local e acompanhar as investigações criminais de perto. Além disso, os líderes planeiam implementar medidas para prevenir incidentes semelhantes no futuro.

Paralelamente, a conferência agendou uma assembleia extraordinária com o episcopado nacional. Os prelados vão debater o impacto do assassinato e a situação da Igreja no país.

Posição sobre suspeitas de envolvimento interno

Dom João Carlos Nunes comentou também as especulações sobre a eventual participação de um sacerdote no homicídio. O arcebispo lembrou que atos de traição ocorrem desde os tempos bíblicos.

Ainda assim, o líder religioso pediu serenidade e prudência a todos os fiéis. Em suma, apelou a que não se façam julgamentos antes dos resultados formais da investigação.

Contudo, o prelado assegurou que a instituição fará uma purificação interna rigorosa caso as provas confirmem a culpa de algum clérigo. Atualmente, a Diocese de Quelimane continua sob administração provisória, juntando-se às dioceses da Beira e de Xai-Xai.

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