Adriano Nuvunga questiona separação entre Estado e partido após reunião política em Chimoio
O activista dos direitos humanos Adriano Nuvunga alertou, através de uma carta aberta tornada pública este domingo, 23 de Agosto, para os riscos associados à participação de quadros e funcionários públicos em reuniões partidárias da Frelimo, realizadas na cidade de Chimoio.
No documento, Nuvunga levanta questões sobre os limites entre o engajamento político do cidadão e o dever de neutralidade institucional. O activista sublinha que a presença de secretários-permanentes e directores em encontros partidários coloca em causa a imparcialidade exigida aos serviços do Estado e põe em risco a confiança dos cidadãos nas instituições públicas.
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Embora existam debates sobre a existência de proibições legais explícitas para certos casos, o activista defende que a integridade na Administração Pública exige uma conduta ética superior ao mínimo estritamente legal. Segundo a posição assumida na carta, a condição de servidor público é indissociável da função exercida, reforçando a urgência de uma clara separação entre o aparelho do Estado e as estruturas partidárias em Moçambique.
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