Mais de mil moçambicanos regressam ao país devido à xenofobia na África do Sul
Mais de mil cidadãos moçambicanos regressaram recentemente ao território nacional na sequência da mais recente onda de xenofobia registada na África do Sul. De acordo com informações fornecidas pela direcção-geral da autoridade migratória nacional, o movimento envolveu menos de dois mil cidadãos, que efectuaram a travessia através do posto fronteiriço de Ressano Garcia.
Parte significativa dos cidadãos que regressaram ao país é proveniente do distrito de Mossurize, situado na província de Manica. Em resposta ao fluxo, as autoridades locais iniciaram a prestação de apoio multimaterial aos regressados, garantindo a disponibilização de parcelas de terra para a construção de habitações próprias.
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O administrador do distrito de Mossurize, Abdul Zacarias, explicou que diversos cidadãos anteriormente residentes no país vizinho pretendem fixar-se definitivamente na região, estando já a aplicar capital em iniciativas de desenvolvimento económico. Entre as iniciativas privadas em curso destacam-se a construção de unidades hoteleiras na vila sede de Mossurize e em Xireira, bem como a edificação de uma estalagem e posto de combustível em Muxúnguè.
Apesar do impacto dos regressos, relatos de cidadãos a residir legalmente na África do Sul apontam que os casos de violência contra estrangeiros tendem a abrandar, fruto do reforço da intervenção das forças de ordem locais. Ainda assim, a situação migratória continua a exigir atenção acrescida nos distritos de maior acolhimento, designadamente Machaze, Mossurize e Zundenga.
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