Sexta-feira, 24 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Moçambique consolida posição geopolítica e económica na exploração de minerais críticos

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Economia
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O papel estratégico de Moçambique no mercado global

A riqueza geológica nacional coloca o país numa posição determinante no comércio de minerais críticos. O território moçambicano alberga jazigos de grafite, terras raras, areias pesadas, lítio, tantalite e gálio.

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Actualmente, a mina de Balama em Cabo Delgado sobressai como um dos maiores activos globais de grafite. A empresa australiana Syrah Resources opera o empreendimento com capacidade para 350 mil toneladas anuais.

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Além disso, o apoio financeiro de instituições norte-americanas fortaleceu a integração do mineral moçambicano nas cadeias industriais ocidentais. Em contrapartida, o investimento chinês impulsiona projectos de exploração no Niassa e noutras regiões do norte.

Infra-estruturas e o acordo com a China

Em Abril de 2026, Moçambique e a China formalizaram parcerias abrangentes para o mapeamento geológico das províncias setentrionais. O entendimento prevê a construção de infra-estruturas de processamento local e acções de cooperação em segurança.

Contudo, a instabilidade em Cabo Delgado continua a representar um desafio operacional acrescido para os investidores. A pacificação da região permanece fundamental para garantir a continuidade dos empreendimentos extractivos.

Por outro lado, os gargalos logísticos nos corredores de transporte da Beira, Nacala e Pemba condicionam o escoamento. A capacidade portuária actual necessita de expansão urgente para responder ao aumento da produção.

Desafios na energia e a reforma legislativa

O processamento interno de minerais exige um consumo intensivo de electricidade. Atualmente, o país exporta grande parte da energia gerada em Cahora Bassa. Torna-se, portanto, necessário reestruturar a alocação energética nacional.

Entretanto, a recente proposta de reforma da Lei de Minas introduz mudanças profundas no sector. A proposta estabelece a participação mínima de 15% do Estado nos projectos através da Empresa Nacional de Mineração.

Adicionalmente, o texto legislativo prevê a proibição da exportação de minérios não processados. Esta medida visa incentivar a industrialização local e reter maior valor no país.

Perspectivas futuras e industrialização

A transição para o processamento doméstico requer tempo e investimentos substanciais. Especialistas estimam que a criação de capacidade industrial interna levará entre cinco a oito anos.

Consequentemente, a definição de um regime fiscal adequado torna-se essencial para atrair novos capitais. O país dispõe de uma janela de oportunidade estratégica para consolidar a sua autonomia económica.

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