Meta enfrenta julgamento nos EUA acusada de criar dependência em crianças
A gigante de tecnologia Meta voltou aos tribunais em Oakland, no estado norte-americano da Califórnia, num processo em que é acusada por 29 procuradores estaduais de conceber funcionalidades destinadas a provocar dependência em crianças e adolescentes. Esta acção judicial pode resultar numa multa superior a 1,4 mil milhões de dólares norte-americanos.
De acordo com as acusações, a empresa violou a Lei de Protecção da Privacidade das Crianças na Internet ao colectar dados de menores de 13 anos de forma ilegal. A acusação sustenta que o modelo de negócio das redes sociais da Meta visa reter os utilizadores pelo maior tempo possível para rentabilizar a colecta de informação.
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Em defesa da multinacional, os advogados alegam que a empresa informa os utilizadores sobre potenciais riscos e disponibiliza ferramentas de controlo de tempo. Contudo, testemunhos apresentados em tribunal indicam ineficácia nos mecanismos de segurança e omissão quanto aos impactos negativos provocados na saúde mental dos jovens.
O processo, que decorre perante um júri sob liderança da juíza Yvonne Gonzalez Rogers, deverá ter a duração de cerca de sete semanas no tribunal, constituindo o primeiro julgamento do género a ser apreciado por um júri popular.
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