Município de Maputo reconhece dificuldades na recolha de lixo na capital
O Conselho Municipal de Maputo admitiu que consegue recolher apenas 60% das cerca de 1366 toneladas de lixo produzidas diariamente na capital moçambicana, deixando uma parcela significativa de resíduos sem a devida remoção. As declarações foram prestadas pelo vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe, durante as actividades do Dia Mundial da Limpeza, que reuniu mais de 500 voluntários na Praia da Costa do Sol.
Citado pela imprensa local, João Munguambe sublinhou que a gestão de resíduos sólidos representa um dos maiores desafios de salubridade da urbe. O vereador explicou que a capacidade actual do município resulta no acúmulo de centenas de toneladas diárias de resíduos em valas de drenagem, bermas de estradas e zonas costeiras. Projecções municipais indicam que a produção diária de lixo na capital poderá alcançar 1382 toneladas em 2027.
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Para minorar a situação, a autarquia anunciou a distribuição de 100 novos contentores em bairros críticos, dos quais 80 plásticos com capacidade de 1100 litros e 20 metálicos de seis metros cúbicos. Está também previsto o reforço da frota municipal com cinco novos camiões e a manutenção dos pagamentos regulares às 45 micro-empresas envolvidas na recolha de lixo primária através de carrinhos de mão.
No âmbito do plano director de gestão ambiental, o município aponta a construção do Aterro Sanitário de KaTembe como a solução estrutural para a capital, infra-estrutura que integrará áreas de triagem, reciclagem e captação de gás. A iniciativa prevê ainda o encerramento gradual da lixeira de Hulene e a sua posterior reabilitação ambiental.
Segundo dados avançados pelo Chefe do Departamento Ambiental do MAAP, Sérgio Covane, Moçambique produz anualmente cerca de 4,2 milhões de toneladas de lixo, sendo que aproximadamente 98% destes resíduos têm como destino final lixeiras a céu aberto.
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