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Mulher responde por homicídio qualificado após tirar a vida do próprio filho no Brasil

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As autoridades policiais do estado de Mato Grosso, no Brasil, detiveram uma mulher de 22 anos acusada de tirar a vida do próprio filho de quatro meses. O caso ocorreu na cidade de Sorriso, onde a investigada admitiu ter asfixiado o bebé Bryan da Silva Otany com o auxílio de uma almofada.

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De acordo com os relatórios oficiais, a suspeita, identificada como Ramira Gomes da Silva, percebeu que a criança ainda apresentava sinais vitais após a primeira tentativa. Diante disso, a mulher pressionou o objecto contra o rosto do recém-nascido por mais alguns minutos até provocar a morte. Além disso, a investigação policial apurou que o crime ocorreu na madrugada de 28 de Julho de 2026.

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Detalhes sobre a ocultação do cadáver

Após a consumação do acto, a mulher levou o corpo da vítima para a área da cozinha. Naquele local, utilizou uma faca para esquartejar o cadáver do menor. Subsequentemente, colocou partes dos restos mortais dentro de recipientes de leite em pó, enquanto o tronco da criança acabou enterrado numa cova rasa no quintal da habitação.

Nas horas subsequentes, a arguida manteve uma rotina sem alterações visíveis na comunidade local. Consequentemente, a mulher adquiriu produtos de limpeza para higienizar a residência, frequentou uma consulta num consultório dentário e consultou horários de transporte na estação rodoviária da cidade.

Descoberta do crime e acções judiciais

A descoberta dos factos ocorreu três dias depois do sucedido. O cão de uma vizinha desenterrou parte do corpo que estava no quintal, o que motivou o alerta imediato às forças policiais. Deste modo, os agentes iniciaram buscas que culminaram com a captura da suspeita na cidade de Porto Velho, no momento em que planeava viajar para o estado de Roraima.

Conforme apontam os autos do processo, a acusada considerava o bebé um obstáculo para se relacionar com uma pessoa que conhecera através da internet. Por conseguinte, a justiça formalizou a acusação pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Por outro lado, os advogados de defesa alegam que a cliente enfrentava quadros severos de depressão pós-parto e perturbações do foro psiquiátrico. A equipa jurídica pretende apresentar estes argumentos ao longo de todo o processo judicial para fundamentar a tese defensiva.

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