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Áustria transforma casa onde Hitler nasceu em esquadra policial para travar peregrinação neonazi

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O edifício onde Adolf Hitler nasceu passou a funcionar oficialmente como uma esquadra de polícia na Áustria. A iniciativa do governo austríaco pretende neutralizar o apelo simbólico do local. Desta forma, as autoridades pretendem evitar a atracção de grupos neonazis na região de Braunau am Inn.

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Expropriação e transformação do imóvel histórico

O Estado austríaco expropriou o imóvel tradicional no ano de 2017. Anteriormente, o espaço pertencia a um proprietário privado e acolhia uma organização de apoio a pessoas com deficiência. Subsequentemente, o executivo anunciou em 2019 a remodelação integral da estrutura para receber instalações policiais.

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Actualmente, o edifício ostenta apenas uma placa simples com a inscrição “Polícia”. Na calçada, permanece uma pedra memorial oriunda do campo de concentração de Mauthausen com a frase “Nunca mais fascismo”. Esta mensagem preserva a memória das vítimas sem citar directamente o nome do antigo ditador.

De acordo com os responsáveis pelo departamento de história do Ministério do Interior, o líder nazi viveu naquela residência apenas durante poucas semanas em 1889. Adolf Hitler mudou-se em seguida com a sua família. No entanto, o regime nacional-socialista transformou o local num museu de arte para alimentar o culto da personalidade durante a Segunda Guerra Mundial.

Reacções e divergências na sociedade austríaca

Durante a cerimónia de inauguração, as autoridades governamentais destacaram que a polícia federal simboliza a democracia e o Estado de Direito. Por conseguinte, a presença policial contrapõe-se directamente ao totalitarismo do passado.

Por outro lado, a medida gerou críticas por parte de organizações de sobreviventes do Holocausto. Representantes do Comité de Mauthausen argumentam que a instalação da esquadra tenta apagar a memória histórica. Além disso, estes grupos sustentam que a mudança de utilização não impedirá a visita clandestina de simpatizantes de extrema-direita.

Apesar do debate público, o executivo municipal assinalou que a maioria dos residentes locais aceitou a transição. Adicionalmente, a exibição de símbolos nazis e a saudação hitleriana continuam estritamente proibidas por lei na Áustria.

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