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Ativista relata uso de execuções públicas como instrumento de controlo na Coreia do Norte

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Relato chocante em congresso internacional

Uma ativista norte-coreana revelou um episódio marcante da sua infância. Segundo ela, a sua escola levou-a para ver uma execução pública quando tinha apenas nove anos.

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A professora interrompeu a aula para conduzir os alunos ao local do crime. A testemunha descreveu o evento como a cena mais brutal da sua vida.

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Este depoimento ocorreu durante o 9º Congresso Mundial Contra a pena de morte, em Paris. O encontro reuniu especialistas e representantes governamentais entre 30 de Junho e 2 de Julho.

Intimidação e controlo social

Pela primeira vez, o congresso debateu formalmente as práticas da Coreia do Norte. A ativista Kim Eun-joo explicou como o regime utiliza a pena capital para espalhar o medo na sociedade.

Além disso, a autora do livro “The Eleven-Year-Old’s Will” deu entrevistas à imprensa internacional. Ela enfatizou que a intenção do governo é intimidar toda a população.

Em muitos casos, as autoridades obrigavam os familiares dos condenados a assistir ao ato. Consequentemente, o trauma psicológico tornava-se ainda maior para as famílias.

Punições extremas e percurso de fuga

O regime punia com a morte até infrações associadas à sobrevivência. Por exemplo, o roubo de comida durante a crise de fome resultava na pena máxima.

Entretanto, a ativista enfrentou anos difíceis na sua cidade natal de Eundok. Ela fugiu para a China em 1999 com a sua família.

Apesar de uma captura inicial, o grupo conseguiu escapar novamente em 2002. Finalmente, Kim fixou residência na Coreia do Sul em 2006.

Reação de organizações internacionais

Organizações de defesa dos direitos humanos condenaram duramente estas acções. O grupo de trabalho TJWG afirmou que as práticas configuram graves violações internacionais.

Do mesmo modo, a relatora da ONU Elizabeth Salmón criticou a presença forçada de cidadãos nestes atos. Ela sublinhou que ninguém deve ser obrigado a ver uma execução.

Por fim, a ativista pretende continuar a expor estas histórias ao mundo. A sua intenção é pressionar o regime e proteger a população civil.

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