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Julgamento sobre a morte de Tupac Shakur inicia três décadas após o crime

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Acusação tenta provar mando do crime

Quase três décadas após o assassinato do famoso rapper Tupac Shakur, a justiça norte-americana inicia o julgamento do principal suspeito do caso. O réu é Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, ex-líder do gangue South Side Compton Crips.

Segundo informações apuradas, o processo judicial não deve revelar a identidade de quem disparou os tiros. No entanto, os procuradores pretendem provar que o acusado encomendou o crime e forneceu a arma utilizada no ataque. Caso receba a condenação, Davis poderá cumprir prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

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O crime ocorreu na noite de 7 de Setembro de 1996. Naquela data, o músico de 25 anos visitava a cidade para assistir a um combate de boxe do pugilista Mike Tyson. Este caso permanece como um dos homicídios não resolvidos mais famosos dos Estados Unidos.

Tensão histórica no hip-hop norte-americano

Além disso, o processo promete reativar as memórias da intensa rivalidade entre as editoras das costas Oeste e Leste norte-americanas. O artista representava a figura rebelde da Costa Oeste, acumulando sucessos como “California Love” e “All Eyez on Me”. Ele era também filho de uma integrante do grupo Panteras Negras.

Por outro lado, o conflito envolveu a sua gravadora Death Row Records, fundada por Marion “Suge” Knight, e a rival Bad Boy Records. Esta última pertencia a Sean “P. Diddy” Combs e agenciava a carreira de Christopher “The Notorious B.I.G.” Wallace. Consequentemente, Wallace acabou por ser vítima fatal do mesmo conflito, falecendo seis meses após este homicídio.

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