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Arranca em Las Vegas o julgamento sobre o homicídio do rapper Tupac Shakur

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O tribunal da cidade de Las Vegas iniciou o processo judicial relativo ao assassinato do famoso músico Tupac Shakur. O réu Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos de idade, responde pela acusação de ter encomendado o crime executado em Setembro de 1996.

As autoridades de justiça pretendem provar que o antigo líder do gangue South Side Compton Crips forneceu a arma do crime. Caso o tribunal o considere culpado, o arguido pode cumprir pena de prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

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Rivalidades no Rap e Conflitos de Gangues

O homicídio do artista permanece como um dos casos criminais mais mediáticos dos Estados Unidos da América. Aos 25 anos de idade, o cantor destacava-se como uma figura central na rivalidade entre as editoras das costas Leste e Oeste do país.

O conflito escalou após um combate de boxe num casino local. Nessa mesma noite, elementos ligados à editora rival agrediram o sobrinho de Duane Davis. Consequentemente, a acusação defende que esta agressão motivou o réu a organizar uma vingança mortal.

A Revelação do Livro e a Retratação da Defesa

A investigação policial esteve estagnada durante vários anos por escassez de provas decisivas. No entanto, as autoridades reabriram o caso após a publicação das memórias de Duane Davis em 2019. Na obra, o acusado revelou ter ocupado a viatura de onde partiram os disparos fatais.

Contudo, o arguido declarou-se inocente durante declarações recentes prestadas a partir da prisão. O suspeito alega agora que se encontrava na cidade de Los Angeles no momento do crime e nega ter lido o livro. Além disso, a defesa tentou excluir a obra do rol de provas, mas o juiz rejeitou a pretensão.

Desenrolar do Processo Judicial

A estimativa oficial indica que este julgamento durará cerca de quatro semanas consecutivas. A fase inicial foca-se inteiramente na escolha dos jurados do caso.

Paralelamente, a família do artista exige a responsabilização de todos os envolvidos no homicídio. O meio-irmão do músico moveu uma acção civil que aponta o envolvimento de outros elementos influentes no crime executado há quase três décadas.

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