Moçambique investe 23 milhões de dólares na restauração de parques e turismo de natureza
Pelo menos quatro áreas protegidas situadas na região sul de Moçambique, designadamente os parques nacionais de Maputo, Limpopo, Banhine e Zinave, vão beneficiar este ano de um plano de restauração da vida selvagem. A iniciativa visa reforçar a oferta do turismo baseado na natureza e consolidar a protecção das espécies icónicas na região.
Para a concretização das acções programadas, está previsto um investimento de cerca de 23 milhões de dólares norte-americanos. O montante será aplicado na melhoria dos padrões de preservação da biodiversidade, na modernização das infra-estruturas de suporte e na diversificação da actividade turística nos parques abrangidos.
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Segundo declarações de Bartolomeu Soto, representante da Peace Parks Foundation — entidade parceira de co-gestão com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) —, a intervenção foca-se na salvaguarda de ecossistemas críticos no Grande Limpopo. O projecto pretende assegurar a protecção de espécies migratórias, com especial destaque para o elefante, cujos corredores de circulação conectam os parques moçambicanos ao Parque Nacional do Kruger, na África do Sul, e ao Parque Nacional de Gonarezhou, no Zimbabué.
Em declarações à imprensa local, a fonte explicou que os recursos financeiros destinados às quatro reservas registaram um aumento significativo, transitando de 15,5 milhões de dólares em 2024 para os actuais 23 milhões de dólares. A manutenção contínua destes corredores ecológicos é considerada fundamental para garantir as trocas genéticas e a resiliência das populações animais frente a doenças, prolongando o seu tempo de vida.
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