Robustez da infra-estrutura eléctrica é fundamental para inteligência artificial e soberania de dados em Moçambique
A consolidação da inteligência artificial e a garantia da soberania de dados em Moçambique dependem, de forma incontornável, do fortalecimento da infra-estrutura eléctrica nacional. Especialistas do sector de telecomunicações alertam que sem uma rede energética resiliente e de alta disponibilidade, qualquer avanço no processo de transição digital do país fica severamente condicionado.
Os centros de dados, peças-chave para o armazenamento e processamento de dados massivos, exigem um consumo contínuo e elevado de energia eléctrica. A escassez de uma infra-estrutura energética com redundância e robustez inviabiliza o pleno funcionamento dessas estruturas, limitando a execução prática de políticas digitais no país.
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A adopção de modelos de computação em nuvem pelos organismos públicos também levanta dilemas operacionais e financeiros. Embora a nuvem privada ofereça maiores garantias de segurança para informações sensíveis do Estado, o elevado custo de implementação e manutenção isolada representa um desafio. Como alternativa, a partilha de infra-estruturas digitais entre instituições públicas ou empresas do mesmo sector surge como um caminho para aliviar encargos orçamentais.
Para garantir que o país aproveite as oportunidades trazidas pelas novas tecnologias, defende-se a integração dos sectores energético e tecnológico na definição de estratégias nacionais. Neste cenário, a expansão de energias renováveis é apontada como uma solução descentralizada para reforçar a capacidade de resposta e a estabilidade do fornecimento eléctrico em Moçambique.
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