Sociedade

IMD alerta para risco da fraca inclusão da juventude na prevenção de conflitos em Moçambique

PUBLICADO A 18 DE AGO, 2026 | POR CHIPINDO
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A limitada participação da juventude nos processos decisórios em Moçambique pode contribuir para a continuidade e prolongamento dos conflitos no país, alerta um documentário lançado pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD).

O ciclo de exibições da obra, centrada nos temas da paz e reconciliação, teve início na Universidade Joaquim Chissano. Durante a apresentação, Fidália Maculuve, representante do IMD, sublinhou que a inclusão do cidadão, com foco nos jovens, nos processos de governação continua aquém dos níveis desejados, apelando a uma união de esforços para dar voz a diferentes actores sociais.

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A problemática das desigualdades sociais foi igualmente destacada durante o evento como um dos principais factores desencadeadores de tensão. De acordo com o orador Rodrigues Dambo, embora as assimetrias sociais existam, é fundamental promover atitudes construtivas para evitar que essas disparidades sejam utilizadas como justificativa para acções que ameacem a estabilidade nacional.

Por sua vez, Énio Chingotuane, presidente do Centro de Estudos Estratégicos da Universidade Joaquim Chissano, salientou que a falta de absorção das lições de conflitos passados dificulta a gestão do cenário actual, exemplificando com o prolongamento da crise em Cabo Delgado, onde escasseiam caminhos para o diálogo e negociação.

A iniciativa do IMD prevê percorrer todo o território moçambicano com a exibição do documentário, tendo a juventude como o público-alvo prioritário.

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