Mais de 20 milhões de pessoas com HIV terão 50 anos ou mais até 2040
Uma projecção científica divulgada recentemente indica que cerca de 20,2 milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo terão 50 anos ou mais até ao ano de 2040. Este número deverá representar mais de metade da população total diagnosticada com o vírus a nível global.
Os dados, publicados na revista especializada The Lancet HIV, revelam que o aumento sustentado da esperança de vida dos pacientes, impulsionado pelo acesso continuado às terapias antirretrovirais, tem permitido maior longevidade. No entanto, o envelhecimento desta faixa populacional coloca novas exigências aos sistemas de saúde.
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Entre as preocupações centrais dos investigadores está o diagnóstico tardio nos indivíduos acima dos 50 anos. De acordo com o estudo, as pessoas nesta faixa etária demoram habitualmente mais tempo a identificar a infecção em comparação com faixas etárias mais jovens, o que atrasa o início do tratamento e agrava o risco de evolução da doença.
Os peritos sublinham contudo que a infecção pelo vírus não implica necessariamente o desenvolvimento de complicações graves. Com o devido acompanhamento médico e adesão ao tratamento antirretroviral, é possível manter a carga viral controlada e assegurar qualidade de vida.
Paralelamente, dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA (UNAIDS) chamam a atenção para o aumento de novas infecções em diversos países, reforçando a importância de manter estratégias activas de prevenção e diagnosticar precocemente a população.
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