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Economia

Governo Prorroga Acordo com a Kenmare para Exportação de Areias Pesadas em Moma até 2044

O Conselho de Ministros aprovou a extensão por 20 anos do acordo de processamento e exportação de areias pesadas da Kenmare em Moma, estabelecendo o aumento progressivo de royalties para o Estado moçambicano.
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O Governo moçambicano, por decisão do Conselho de Ministros, aprovou a prorrogação por 20 anos do acordo de processamento e exportação de areias pesadas operado pela multinacional Kenmare no distrito de Moma, localizado na província de Nampula. Com este aval, o compromisso fica estendido até ao ano de 2044.

Aumento Progressivo dos Royalties

A deliberação põe termo a um diferendo relacionado com royalties e benefícios fiscais e aduaneiros. Sob o novo enquadramento, as taxas de royalties incidentes sobre a receita bruta sobem dos actuais 1% para 3% entre 2025 e 2029, elevando-se para 4% no período de 2030 a 2034 e atingindo os 5% entre 2035 e 2044.

Ficou igualmente determinado que determinados serviços contratados no estrangeiro pela mineradora passarão a estar sujeitos a uma retenção na fonte à taxa de 20%.

Compromisso Financeiro e Projectos Sociais

Durante a vigência da prorrogação, a empresa assume a obrigação de investir um valor mínimo de 200 milhões de dólares norte-americanos em equipamentos e infra-estruturas, acrescido de 50 milhões de dólares destinados a projectos de desenvolvimento comunitário e responsabilidade social.

O director-geral da Kenmare, Tom Hickey, desdramatizou a dimensão do montante de 200 milhões de dólares, frisando que a verba representa custos ordinários de capital para manutenção regular e execução de projectos específicos já previstos. O executivo indicou ainda que as contribuições comunitárias anunciadas acompanham as políticas já praticadas pela empresa.

Direito de Compra Local e Passos Administrativos

Nos termos fixados, o Estado moçambicano reserva-se o direito de adquirir até 20% da produção anual de areias pesadas, a preços correntes de mercado, com vista a impulsionar o processamento interno do recurso.

A efectivação total do acordo depende agora da assinatura formal da adenda e da sua submissão ao Tribunal Administrativo. Refira-se que este instrumento relativo ao processamento e exportação é independente da concessão mineira propriamente dita, cujo prazo de validade vigora até Agosto de 2029.

Tom Hickey sublinhou que os passos pendentes constituem procedimentos meramente administrativos e não implicam a reabertura de negociações, uma vez que a deliberação do Conselho de Ministros já ostenta força executiva. O acordo contempla ainda a possibilidade de uma extensão adicional por mais 20 anos a partir de 2044, sujeita ao quadro legal que estiver em vigor nessa altura.

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Chipindo

Redação: Chipindo

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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