Sábado, 25 de Julho de 2026 | Maputo, Moçambique
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Governo financia 93 empresas com 245 milhões de meticais no centro e norte do país

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Economia
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O Executivo moçambicano disponibilizou cerca de 245 milhões de meticais para alavancar a recuperação económica regional. A iniciativa contempla 93 empresas distribuídas pelas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Tete. O anúncio oficial ocorreu no último sábado, na cidade de Nacala.

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Esta acção enquadra-se na quinta edição do Fundo de Recuperação Empresarial. No total, o montante equivale a quase quatro milhões de dólares norte-americanos. As autoridades pretendem revitalizar o tecido empresarial local de forma rápida e sustentável.

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Distribuição dos recursos e fases de pagamento

A repartição do fundo beneficiou 44 empresas na província de Nampula. Do mesmo modo, 28 entidades de Cabo Delgado e 21 de Tete receberam o apoio. Cada empresa aprovada terá acesso a um valor médio de 2,6 milhões de meticais.

Todas as empresas seleccionadas já receberam a primeira parcela financeira. Além disso, os gestores que concluírem a fase inicial com sucesso obterão a segunda tranche. Esse desembolso final deverá ocorrer ainda durante o presente mês.

O instrumento financeiro surgiu para mitigar os estragos provocados pelos ciclones Chido e Jude. Com efeito, os eventos climáticos extremos afectaram gravemente a produção e o comércio nessas regiões. O Governo coloca o reforço às pequenas e médias empresas como prioridade estratégica.

Histórico e avaliação do Fundo Catalítico

O chefe de Estado relembrou que o país já investiu cerca de 74 milhões de dólares no sector privado. Este montante acumulou-se ao longo das diferentes etapas do Fundo Catalítico.

Estes investimentos melhoraram infra-estruturas cruciais e garantiram a aquisição de insumos agrícolas e meios circulantes. Consequentemente, o programa permitiu preservar postos de trabalho existentes e criar novas vagas no mercado.

Entretanto, o Governo exige maior transparência e rapidez na libertação dos fundos aos empresários. Por conseguinte, as autoridades realizarão uma auditoria profunda aos dez anos do Fundo Catalítico. O estudo pretende identificar os impactos reais e corrigir eventuais falhas do sistema.

Por fim, o Executivo reafirmou a intenção de captar mais recursos com o Banco Mundial e outros parceiros. O fortalecimento empresarial contínuo permanece fundamental para gerar riqueza e dinamizar a economia moçambicana.

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