Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Cerca de 400 técnicos recebem formação para reforçar a resiliência de escolas contra desastres

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Um contingente de cerca de 400 técnicos das regiões Norte e Centro de Moçambique concluiu recentemente um programa de formação profissional. A iniciativa focou-se em técnicas de edificação e reabilitação para infra-estruturas escolares.

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O projecto resultou de uma parceria entre o Ministério da Educação e Cultura e o programa ONU-Habitat. A acção visa fortalecer a resposta nacional aos impactos severos provocados pelas alterações climáticas nas infra-estruturas de ensino.

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Capacitação abrangeu sete províncias

As sessões de capacitação decorreram nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula, Tete, Zambézia, Manica e Sofala. Todas as actividades integraram o programa MozLearning, financiado pelo Banco Mundial.

O programa visa assegurar o acesso, a permanência e o aprendizado contínuo das crianças em regiões expostas a crises. Consequentemente, as autoridades priorizam a protecção das comunidades escolares mais vulneráveis do país.

Actualmente, cerca de 70% das instituições de ensino no país situam-se em áreas expostas a intempéries. Ciclones e cheias causam danos constantes aos edifícios públicos. Portanto, a destruição recorrente destas salas interrompe o processo lectivo de milhares de alunos.

Técnicas de construção e salvaguardas

Para contornar este cenário, especialistas apoiam as autoridades na implementação de modelos construtivos seguros. A estratégia pretende garantir recintos de aprendizagem adequados e protegidos para todos.

A formação reuniu empreiteiros, fiscais de obras e quadros do sector educativo. Além disso, peritos em salvaguardas ambientais e sociais participaram activamente nas sessões ministradas.

Os formandos aprenderam métodos práticos de engenharia adaptativa. A equipa deu especial destaque ao reforço de coberturas e a soluções específicas para cada geografia.

Inclusão e protecção social

As aulas teóricas abordaram a saúde, a segurança no trabalho e os direitos da infância. Da mesma forma, os palestrantes promoveram a prevenção do abuso sexual e divulgaram a linha de denúncias “Fala Criança”.

Por outro lado, o programa incentivou a equidade de género no ramo da construção civil. As mulheres representaram cerca de 10% do total de formandos nesta etapa do projecto.

Em suma, o Governo e os parceiros pretendem mitigar os prejuízos causados por desastres naturais nas escolas. Deste modo, o sector educativo fortalece a sua preparação operacional para os desafios do futuro.

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