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Fome Global Diminui mas África Concentra Metade dos Casos Segundo a FAO

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A fome global registou uma queda em 2025, afectando cerca de 645 milhões de pessoas no mundo. No entanto, quase metade deste total reside no continente africano.

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Os dados constam do relatório anual sobre a segurança alimentar global, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

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Actualmente, cerca de 7,8% da população mundial sofre com a escassez de alimentos. Contudo, a distribuição deste problema revela profundas assimetrias entre as regiões.

Em África, a situação permanece extremamente preocupante. O continente regista 309 milhões de pessoas subalimentadas, o que representa cerca de 20% da sua população total.

Desiguais Progressos Globais

Por outro lado, a Ásia e a América Latina alcançaram os maiores progressos recentes. A Ásia contabiliza 292 milhões de pessoas nesta situação, enquanto a América Latina e Caraíbas reduziu o indicador para 32 milhões.

Esta redução consecutiva na América Latina mostra um recuo face aos 6,1% registados em 2020. Em suma, os dados mostram avanços significativos fora do continente africano.

Anteriormente, a crise da covid-19 elevou o número global de pessoas com fome para 688 milhões em 2022. Embora o cenário actual apresente melhorias, os números ainda superam os níveis anteriores à pandemia.

O Desafio das Metas de 2030

A comunidade internacional estabeleceu em 2015 o objectivo de erradicar a fome até 2030. Todavia, as projecções actuais indicam que entre 510 e 520 milhões de pessoas continuarão subalimentadas nesse ano.

As estimativas apontam que mais de metade destas pessoas viverá em solo africano. Consequentemente, os analistas alertam para a necessidade urgente de redireccionar os apoios internacionais.

Especialistas da FAO explicam que o centro de gravidade da fome se deslocou da Ásia para o continente africano. Países como a China e a Índia realizaram grandes esforços e conseguiram mitigar o problema de forma expressiva.

Apesar da resiliência demonstrada pelos agricultores face a conflitos e alterações climáticas, a capacidade dos sistemas alimentares é limitada. Portanto, economistas recomendam acelerar as reformas estruturais para evitar retrocessos.

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