Primeira-Ministra defende finanças islâmicas para impulsionar a economia nacional
A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, defendeu a necessidade de Moçambique diversificar os instrumentos de financiamento da economia, destacando o potencial das finanças islâmicas para ampliar o acesso ao capital e apoiar sectores estratégicos do desenvolvimento nacional.
A posição foi expressa em Maputo, durante a cerimónia de lançamento da obra “Introdução às Finanças Islâmicas Princípios, Contratos e Modelos de Intermediação”, da autoria dos economistas moçambicanos Janfar Abdulai e Carino Modan. O evento contou com a presença de quadros do Governo, dirigentes do Banco de Moçambique, académicos e representantes do sector empresarial.
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Durante a sua intervenção, a governante explicou que as necessidades de investimento do país superam a capacidade de financiamento assegurada pelos recursos públicos tradicionais, sendo imperativo explorar novas alternativas. Áreas como a agricultura, infra-estruturas, energia, habitação e micro, pequenas e médias empresas foram apontadas como prioritárias para a alocação de capitais associados à produção e à geração de emprego.
A Primeira-Ministra associou também a abordagem das finanças islâmicas aos esforços de inclusão financeira integrados na Estratégia Nacional 2025–2031, que visa aumentar a proporção de contas bancárias formais de 31 para 60 por cento até 2031, além de expandir a cobertura de seguros e o acesso ao crédito no país.
Adicionalmente, salientou-se que a diversificação dos mercados de capitais e a captação de recursos a longo prazo poderão apoiar projectos de adaptação às mudanças climáticas e fortalecer a integração de Moçambique no cenário financeiro internacional, desde que salvaguardadas a transparência e a sustentabilidade fiscal do Estado.
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