Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Factura de importação de combustíveis em Moçambique cai 1,4% no primeiro trimestre

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Economia
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A factura de importação de combustíveis em Moçambique registou uma queda de 1,4% no primeiro trimestre de 2026. O país gastou 236,4 milhões de dólares norte-americanos neste período. Em contrapartida, no mesmo trimestre de 2025, o montante investido tinha atingido 239,6 milhões de dólares.

A despesa com os combustíveis representou quase metade dos 517 milhões de dólares gastos pelo país na importação de bens intermédios. O cenário financeiro coincidiu com fortes constrangimentos no abastecimento nacional e com a escassez de divisas no mercado bancário.

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Detalhamento dos produtos e origem dos combustíveis

O gasóleo continuou a liderar o volume de despesas do Estado. As importações deste produto somaram 164,9 milhões de dólares. Por sua vez, a gasolina exigiu um desembolso de 56,4 milhões de dólares. O combustível para a aviação fixou-se nos 15,2 milhões de dólares.

Entretanto, as perturbações internacionais agravaram a situação logística interna. Cerca de 80% do combustível importado por Moçambique é originário do Médio Oriente. Esse volume atravessa obrigatoriamente o Estreito de Ormuz, uma rota global decisiva para o transporte de crude.

Impacto no abastecimento local e reacção do Governo

Consequentemente, o mercado moçambicano sofreu perturbações acentuadas. Longas filas formaram-se nas estações de serviço durante os meses de Abril e Maio. A indisponibilidade de produto forçou o encerramento temporário de vários postos e afectou o transporte público e o comércio.

Além disso, uma nova vaga de escassez voltou a afectar as cidades de Maputo e Matola nas últimas semanas. O Governo moçambicano confirmou que está a avaliar os factores por detrás desta nova crise de distribuição.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, afirmou que as autoridades recolhem dados sobre a situação. O executivo pretende identificar rapidamente as causas do desabastecimento que voltou a paralisar o sector rodoviário.

Reajuste de preços e acesso ao mercado cambial

Para mitigar o impacto internacional, o Governo aumentou os preços de venda ao público a 7 de Maio. O preço do gasóleo subiu 45,5% por litro, enquanto a gasolina registou um agravamento de 12,1%.

Por outro lado, o Banco de Moçambique reconheceu dificuldades financeiras do sector privado no acesso a divisas para financiar o produto. Contudo, o governador Rogério Zandamela indicou que o mercado cambial demonstrou maior liquidez no primeiro semestre.

A indústria extractiva garantiu esse aumento de disponibilidade de moeda estrangeira. Os bancos comerciais venderam 4,16 mil milhões de dólares aos seus clientes. Por conseguinte, o sector petrolífero absorveu 50% de todas as divisas disponibilizadas aos maiores compradores do mercado.

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