Segunda-feira, 17 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Dívida pública de Moçambique cresce 9,2 mil milhões de meticais no primeiro trimestre

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Economia
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O Estado moçambicano registou um crescimento expressivo do seu endividamento durante os primeiros três meses de 2026. Os dados oficiais indicam um aumento de 9,2 mil milhões de meticais no passivo estatal.

Este valor representa uma subida de 1% em comparação com o último trimestre do ano anterior. Com esta evolução, o stock global da dívida pública fixou-se em 1 099 788,31 milhões de meticais. Esse montante equivale a aproximadamente 17 208,39 milhões de dólares norte-americanos.

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Aumento do endividamento interno e recuo do débito externo

O relatório financeiro revela uma clara mudança na composição da carteira de dívida do país. O endividamento doméstico figurou como o principal motor desta subida global.

A dívida interna registou uma subida de 12% no período em análise. O total passou de 474 508,83 milhões para 529 837,81 milhões de meticais. O Governo justificou esta escalada com novas emissões executadas através da Facilidade de Crédito junto do Banco de Moçambique.

Por outro lado, os compromissos com o exterior apresentaram uma redução de 7,5%. O valor recuou para 8 918,02 milhões de dólares. A antecipação de pagamentos ao Fundo Monetário Internacional pelo banco central impulsionou esta descida. Além disso, as autoridades priorizaram empréstimos em condições mais favoráveis.

Desempenho do sector empresarial e credores internacionais

No Sector Empresarial do Estado, o nível de endividamento direto diminuiu 2,98% face ao quarto trimestre de 2025. A liquidação parcial de obrigações financeiras permitiu este alívio temporário.

Entretanto, a estrutura dos credores bilaterais permaneceu inalterada no período. Três países continuam a liderar a lista dos principais financiadores internacionais de Moçambique.

A China lidera a categoria de financiamento bilateral com 14,5% do total. Portugal ocupa a segunda posição com 4,6%, seguido de perto pelo Japão, com 4,5% da dívida externa do país.

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