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Auditor Denuncia Esquema de Corrupção no INSS Envolvendo 510 Milhões de Meticais

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O Chefe do Departamento de Auditoria Interna do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Lino Khalau, expôs um esquema de corrupção na instituição. O caso atinge o antigo Director-Geral, Joaquim Siúta, e corre sob o processo n.º 57/11/P/GCCC/2025.

A investigação detalha tentativas de suborno e conluio no topo da gestão pública. Além disso, o processo envolve o empresário Abubakar Sumaila.

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Auditoria Interna Revela Irregularidades Milionárias

Uma auditoria interna detetou graves falhas em dois contratos estratégicos. Trata-se dos contratos 047/CP/INSS/UGEA/2022 e 120/CP/INSS/UGEA/2023.

As irregularidades envolveram valores muito superiores aos previstos inicialmente. Consequentemente, o desfalque total é estimado em cerca de 510 milhões de meticais.

O Departamento de Auditoria Interna comunicou estas falhas à Direcção de Administração e Finanças. Esta ação deu início ao desmantelamento de toda a rede criminosa.

Tentativa de Suborno em Hotel de Maputo

Segundo dados apurados pelo Ministério Público, Joaquim Siúta tentou travar as investigações. O antigo responsável ofereceu dinheiro para silenciar o auditor principal.

O encontro ocorreu no dia 2 de Maio de 2025, num hotel em Maputo. Na ocasião, Siúta esteve acompanhado pelo ex-director de Finanças, Jaime Nhavene.

Os acusados ofereceram 2 milhões de meticais a Lino Khalau. O objetivo era retirar as conclusões graves do relatório de auditoria.

No entanto, o auditor recusou a oferta no momento inicial. Posteriormente, o empresário Abubakar Sumaila também tentou exercer pressão sobre o profissional.

Denúncia Direta à Procuradoria-Geral da República

Joaquim Siúta entregou uma pasta com 2 milhões de meticais no dia 4 de Maio de 2025. O ex-director agiu pressionado pela gravidade das descobertas.

Em vez de guardar o montante, Lino Khalau dirigiu-se imediatamente à Procuradoria-Geral da República. O auditor entregou a pasta intacta e formalizou a denúncia contra os envolvidos.

As autoridades apreenderam a quantia de imediato. O valor foi depositado na conta de Gestão de Activos Apreendidos do Ministério das Finanças.

Provas Adicionais Comprometem Envolvidos

Os investigadores encontraram talões de depósitos bancários dentro da pasta apreendida. Estes documentos ligam diretamente Joaquim Siúta a operações financeiras suspeitas.

O antigo Director-Geral alegou que os documentos foram colocados na pasta de forma fraudulenta. Contudo, os investigadores consideram a versão uma mera tática defensiva.

O processo judicial em curso atinge igualmente Elisa Fondo, esposa do ex-director, e outros quadros da administração. O caso expõe a fragilidade dos mecanismos de controlo interno na instituição.

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