Ex-guerrilheiros da Renamo contestam adiamento do Conselho Nacional e exigem congresso extraordinário
Os antigos guerrilheiros da Renamo consideram que os sucessivos adiamentos da reunião do Conselho Nacional constituem um entrave aos esforços para ultrapassar a crise interna que afecta a maior força da oposição em Moçambique.
Os membros do partido têm vindo a pressionar o actual líder, Ossufo Momade, a renunciar ao cargo, responsabilizando-o pelo fraco desempenho da formação política nas últimas eleições gerais. O descontentamento motivou já o encerramento de quase todas as delegações provinciais do partido no país.
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De acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Gestão da Renamo, João Machava, em declarações à imprensa em Maputo, o novo adiamento do Conselho Nacional representa uma estratégia da actual direcção para evitar a sua destituição.
O porta-voz classificou as alterações de calendário como manobras dilatórias destinadas a prolongar o impasse político. A reunião do órgão de consulta do partido estava inicialmente agendada para Março, tendo sido reagendada para Abril e, mais recentemente, remetida para o mês de Outubro.
A Comissão Nacional de Gestão adverte que estes adiamentos aprofundam as divergências internas e reitera a necessidade urgente de convocação de um congresso extraordinário para debater o futuro do partido. O grupo prevê reunir-se nos dias 12 e 13 de Setembro para avaliar as acções das Brigadas Centrais e definir a sua posição quanto aos próximos passos.
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