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Acesso ao crédito à habitação continua fora do alcance dos moçambicanos

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Economia
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A aquisição da casa própria continua a ser um desafio inalcançável para a maioria dos cidadãos em Moçambique. Sem alternativas viáveis, muitos trabalhadores enfrentam barreiras financeiras intransponíveis. Consequentemente, a autoconstrução faseada surge como a única saída para as famílias de renda média e baixa.

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Este cenário reflete a realidade de Arlindo Lhavanguana, de 58 anos de idade. Atualmente, ele reside com a sua família numa habitação emprestada pela irmã há cerca de dez anos. Apesar de possuir um terreno próprio, as dificuldades financeiras impedem o avanço das obras.

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O drama da autoconstrução faseada

Arlindo Lhavanguana adquiriu um terreno por 25 mil meticais, pagos de forma parcelada ao longo do tempo. Há oito meses, ele tentou iniciar a edificação de uma residência do tipo 3. No entanto, o elevado custo de vida e as despesas familiares travaram o projeto após a compra de alguns blocos.

O cidadão trabalha na área da construção civil como mestre de obras. Ele aprendeu este ofício na África do Sul, país para onde emigrou aos 18 anos de idade. Contudo, mesmo com a sua experiência profissional, o custo total de uma obra residencial permanece inacessível.

O receio do endividamento bancário

Atualmente, Arlindo partilha uma casa emprestada de tipo 2 com a esposa e três filhos adultos. O filho mais velho, de 28 anos, ajuda ativamente na compra de materiais de construção. Ainda assim, a família recusa categoricamente recorrer ao crédito bancário para acelerar o processo.

Esta rejeição deve-se ao medo do endividamento e às condições severas de pagamento impostas pelas instituições financeiras. Segundo relatos locais, as altas taxas de juro praticadas no mercado desencorajam os cidadãos comuns de solicitar empréstimos para habitação. Por conseguinte, a autoconstrução lenta e sem financiamento externo continua a ser a única alternativa para milhares de moçambicanos.

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