Sociedade

Moçambique defende estratégias integradas e inovação para o controlo de mosquitos

PUBLICADO A 23 DE SET, 2026 | POR CHIPINDO
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Especialistas e quadros do sector de saúde defenderam a urgência de implementar uma abordagem integrada no combate aos vectores transmissores de doenças em Moçambique, combinando vigilância entomológica, novas tecnologias, gestão de criadouros e investigação científica.

Durante um evento alusivo ao Dia Mundial do Mosquito, o director do Programa Nacional de Controlo da Malária, Stélio Tembe, destacou a necessidade de actualizar continuamente as acções de controlo de vectores. Segundo o responsável, factores como a resistência aos insecticidas, as alterações climáticas, a urbanização e a mudança de comportamento dos mosquitos exigem respostas dinâmicas e multissectoriais.

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Apesar de reafirmada a relevância do uso de redes mosquiteiras e da pulverização intradomiciliária, salientou-se que a protecção efectiva depende da capacidade de inovar. Estudos apresentados por investigadores do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça e da Universidade Eduardo Mondlane indicam que os principais vectores do combate à malária actuam tanto no interior como no exterior das habitações, com períodos críticos de picada ao anoitecer e ao amanhecer, exigindo o reajuste das estratégias tradicionais.

O encontro abordou igualmente o cenário da filaríase linfática no país, tendo o Ministério da Saúde reiterado a meta de eliminar a doença enquanto problema de saúde pública até 2030, através do reforço da recolha de evidências científicas e do conhecimento entomológico local.

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