Morreu Idasse Tembe, figura incontornável das artes plásticas e cultura moçambicana
O consagrado criador Idasse Ekson Malendza Tembe, uma das figuras mais marcantes da cultura em Moçambique, perdeu a vida no Hospital Central de Maputo, vítima de doença. O artista multidisciplinar destacou-se não apenas no campo das artes plásticas, mas também no teatro e na vertente editorial.
Nascido a 1 de Julho de 1955, no vale do Infulene, província de Maputo, Idasse desenvolveu desde muito jovem a paixão pelo desenho e pelas artes visuais. O velório teve lugar no átrio do Município de Maputo, seguindo depois o corpo para cremação no Crematório Hindu, localizado no Cemitério de Lhanguene.
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A vertente teatral do artista ficou marcada aos 23 anos, quando se tornou co-fundador da Companhia Teatro Guezi. Nessa etapa, participou como actor na peça inaugural “A Partilha da África”, integrada por criadores oriundos de diversos bairros da capital, como Mahotas, Chamanculo, Maxaquene e 25 de Junho.
Na área das letras, integrou desde a fundação a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) e colaborou activamente na revista “Charrua”, marco de referência para a literatura moçambicana. Paralelamente, produziu capas para diversas obras de autores prestigiados do panorama nacional, entre os quais Eduardo White, Marcelo Panguana, Juvenal Bucuane e Luís Carlos Patraquim.
Entre os trabalhos recentes do artista destaca-se a ilustração da obra infanto-juvenil “Quem Ensinou a Avó a Contar Estórias”, de Nelson Lineu, distinguida com o Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil. O percurso de Idasse abrangeu ainda passagens pelo Instituto Nacional de Cinema e pela Associação Moçambicana de Fotografia.
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