Ceuta regista 23 denúncias de agressão sexual após entrada massiva de migrantes
As autoridades judiciais de Ceuta registaram 23 denúncias de agressão sexual desde a chegada em massa de migrantes ao território enclave espanhol no final de Julho. Entre as queixas formais apresentadas à Procuradoria espanhola, nove envolvem crianças.
A procuradora-chefe local revelou à imprensa internacional que a média atinge quase uma denúncia por dia, alertando que o número real de vítimas pode ser significativamente superior, uma vez que vários casos não chegam a ser reportados às autoridades. As raparigas migrantes encontram-se numa situação de elevada vulnerabilidade devido à sua condição irregular no território.
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A recente crise migratória registou a travessia de cerca de 72 mil pessoas na fronteira entre Marrocos e Ceuta nos dias 30 e 31 de Julho. Embora a maioria tenha regressado ao país vizinho, cerca de cinco mil migrantes permanecem no enclave, entre os quais se estima a presença de 1.400 a 1.600 menores não acompanhados.
Segundo dados apurados junto de agências de notícias, entre os suspeitos identificados nos processos judiciais figuram quatro cidadãos marroquinos, três espanhóis e um belga. A situação tem exercido forte pressão sobre os serviços públicos e provocado episódios de tensão entre migrantes e residentes locais.
No Hospital Universitário de Ceuta, equipas médicas prestaram assistência a várias pessoas suspeitas de terem sido vítimas de agressão sexual, incluindo uma criança de apenas 10 anos de idade. Em resposta ao cenário crítico, o Governo espanhol aprovou um pacote de assistência financeira para reforçar os serviços essenciais e o apoio aos menores.
O acontecimento também desencadeou forte tensão política interna e o agravamento das relações diplomáticas na região. Além do impacto social, as autoridades confirmaram que pelo menos 100 pessoas perderam a vida ao tentar alcançar o enclave espanhol por via marítima.
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