O Governo moçambicano identificou 486 Parcerias Público-Privadas, Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais com potencial para dinamizar o mercado de capitais no país, acelerando a integração destas entidades na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
Com a recente entrada da Mozambique Electronic Cargo Tracking Services (MECTS) na cotação oficial, sob impulso do Presidente da República, Daniel Chapo, pretende-se dar cumprimento à Lei n.º 15/2011. A legislação estipula uma participação nacional obrigatoriamente compreendida entre 5% e 20% no capital social destes empreendimentos.
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Actualmente, os dados do sector económico indicam que a capitalização bolsista se fixou em 221,99 mil milhões de meticais, valor que corresponde a apenas 13,78% do Produto Interno Bruto (PIB). O executivo estabeleceu uma meta estratégica para elevar a capitalização bolsista até 35% do PIB até ao ano de 2028, numa altura em que grandes sectores, como os de energia, gás e infra-estruturas de transporte, continuam fora do mercado accionista.
A aplicação da legislação é apontada pela chefia do Estado como imperativa e compulsória para evitar adiamentos sucessivos e impulsionar o financiamento interno sem agravar a dívida pública. Para além de expandir a liquidez do sistema financeiro, a adesão gradual destas empresas visa viabilizar a entrada de investidores institucionais e pequenos aforradores na economia real.
