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Sociedade

Polémica de angariação de fundos na Zambézia levanta debate sobre ética de influenciadores

Um atraso na entrega de mais de 500 mil meticais angariados para crianças em Luabo gerou forte debate sobre a transparência em campanhas solidárias digitais.
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Uma polémica em torno da entrega de fundos angariados para apoio a crianças vulneráveis no distrito de Luabo, província da Zambézia, reacendeu o debate sobre a ética e a prestação de contas em campanhas solidárias promovidas no ambiente digital moçambicano.

O caso teve início em Agosto de 2026, quando uma transmissão ao vivo nas redes sociais resultou na angariação de mais de 500 mil meticais destinados a apoiar o trabalho comunitário do professor Jaleia junto de menores necessitados. No entanto, após cerca de três meses sem a canalização do valor nem a devida prestação de contas, o educador denunciou publicamente o impasse.

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A situação só conheceu desfecho em meados de Outubro de 2026, após a mediação de autoridades oficiais. O montante foi finalmente transferido para uma instituição local por intermédio da Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social. O desfecho da iniciativa foi igualmente acompanhado e transmitido a 18 de Outubro de 2026 por um programa televisivo de difusão nacional.

O episódio trouxe à tona preocupações com o fenómeno da angariação de fundos predatória, prática em que a imagem de vulnerabilidade social é utilizada para gerar visibilidade e engajamento, por vezes sem a exigida transparência no manuseamento dos valores arrecadados.

Análises ao sector alertam que a falta de clareza na gestão das doações prejudica a confiança do público e afecta o trabalho de organizações e actores sociais legítimos no terreno, sublinhando a necessidade de regras rigorosas e acompanhamento independente em campanhas públicas de beneficência.

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Redação:

Jornalista e redator no portal Radar Nacional (rn.co.mz), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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