Quarta-feira, 05 de Agosto de 2026 | Maputo, Moçambique
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Banco de Moçambique defende regulamentação urgente para a Inteligência Artificial no sector financeiro

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O Banco de Moçambique defende a urgência de regulamentar a aplicação da Inteligência Artificial no sector bancário nacional. O governador da instituição, Rogério Zandamela, apresentou esta posição durante as XVII Jornadas Científicas do banco central.

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Segundo o responsável, o objectivo principal não passa por travar a inovação tecnológica. Pelo contrário, a autoridade reguladora pretende estabelecer normas claras para garantir a segurança dos processos. Além disso, a iniciativa visa proteger os direitos dos consumidores e assegurar a transparência total nas operações.

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Desafios Globais e Impacto Local

A preocupação do regulador moçambicano acompanha os alertas emitidos por organismos internacionais. O Conselho de Estabilidade Financeira revelou previamente que estas tecnologias aumentam a eficiência operacional. No entanto, o mesmo órgão alertou para novos riscos sistémicos no sistema financeiro.

Entre os principais problemas destacados estão a dependência excessiva de fornecedores externos e a fraca explicação dos modelos automatizados. Da mesma forma, as ameaças relativas à cibersegurança e a qualidade dos dados preocupam as autoridades.

Em termos locais, o debate ganha terreno rapidamente. O sector abordou recentemente o uso do ‘machine learning’ para reduzir custos operacionais e travar fraudes bancárias. Consequentemente, a inovação tornou-se prioridade num cenário de expansão das transacções digitais.

Estratégias de Mitigação e Inovação

O governador enfatizou que a tecnologia molda diariamente as decisões bancárias e a vida dos cidadãos. Por essa razão, a instituição procura fortalecer a confiança e a estabilidade de todo o mercado nacional.

Apesar dos benefícios evidentes, existem perigos reais para a sociedade. Rogério Zandamela destacou o risco de utilização indevida de dados privados e de decisões automatizadas prejudiciais. Adicionalmente, a exclusão digital de cidadãos vulneráveis continua a ser uma grande preocupação.

Para responder a estes desafios, a instituição implementa medidas concretas desde 2021. O plano inclui a Estratégia de Transformação Digital 2025-2027 e a criação de uma equipa técnica dedicada. Do mesmo modo, o regulador aprovou uma política interna de actuação e desenvolveu um assistente virtual próprio.

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